O blog

Quem não tem pelo menos uma história de ônibus para contar? Engraçada ou trágica, vivida por você ou contada por algum amigo? Pode parecer loucura, mas ainda não conheci lugar mais mágico. Difícil não olhar para o banco ao lado. Impossível ignorar o que está além da janela. Os ouvidos não desgrudam do que lhes atrai. Os olhos se concentram. O cheiro do interior do ônibus é incomparável. E o que vem de fora também. Anônimos que chamam a atenção. Parados, sentados, em pé, em movimento, entrando, saindo. Gente que é passageira, mas que marca para sempre. Falam, dormem, reclamam, sorriem, choram, imploram, provocam risos, contam histórias, chocam. A vida é um eterno espanto para quem não tem olhos acostumados. Os meus insistem em me transformar.

Entre idas e vindas, pego quatro ônibus por dia. Ao final de uma semana, são 20. Por mês, 80. Em um ano, chego à marca de quase mil viagens de ônibus. Já perdi as contas de quantas vezes saí e entrei em um na vida. Mas jamais me esqueço do que vejo enquanto o espero ou quando entro e sigo viagem. Brasília se torna muito maior. Meu mundo também. São raras as vezes em que entro num ônibus sem me emocionar. Se, enquanto jornalista, peço licença para conhecer  histórias, como passageira de ônibus, tomo liberdade de contá-las aqui sem aviso prévio.

Quem é passageiro passa por cada coisa que eu vou te contar… e vou contar mesmo! Pode ser que você ache graça ou fique triste com alguma leitura. Mas o importante é rir de si mesmo e perceber que, por trás de cada história, há também uma crítica às coisas lamentáveis que vemos dentro e fora do ônibus. Vai que alguém toma alguma providência…!

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    “A vida é demasiado breve para se viver o número suficiente de experiências: é necessário roubá-las.” (De Enrique Vila-Matas, na crônica Las que viajan leyendo)